A narrativa do filme "Eu, Robô" traz à tona mais do que as expectativas da evolução tecnológica, mas também questionamentos de uma ordem antropo-empírica, no que diz respeito aos valores que sustentam o conceito da humanidade, referindo-se diretamente à idéia de que o homem em função da sua capacidade intelectual domina o mundo, dentre outras.
O detetive Spooner, atormentado pelo fantasma de um acidente que lhe incutiu um trauma quanto as máquinas ditas inteligentes, fazendo-o desconfiar da principal característica dos robôs: a infalibilidade. A partir de então, todas as virtudes que são atribuídas aos robôs, derivadas das três leis, são por ele negadas
Após a morte do Dr. Alfred Lanning foram corroborados os conceitos do detetive, que porém, ao questionar a infalibilidade dos robôs a fim de dissociá-los dessa imagem e do seu papel social, estava na relidade humanizando-os . Ou seja, em sua tentativa de "desmascarar os robôs como cópias, ele estava na realidade atribuindo-lhes uma individualidade.
Em seu desfecho o filme inspira um dilema digno de Aristóteles ou Platão: O que é a realidade?
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